História do Cult 22

Origem

Cult 22O Cult 22 começou originalmente na Rádio Cultura FM (100,9 MHz) de Brasília no dia 4 de outubro de 1991 – e por lá permaneceu semanalmente durante 20 anos e sete meses até 11 de maio de 2012. Após quase 17 meses de “recesso sabático”, voltou em 1º de outubro de 2013, pela Rádio Transamérica FM (100,1 MHz), inicialmente às terças-feiras. A partir de junho de 2014 passou a ser veiculado nas tradicionais noites de sexta-feira, a princípio no horário das 21h às 22h. De julho de 2015 a maio de 2016 teve duração de duas horas, das 21h às 23h. Em junho de 2016 foi reduzido mais uma vez a uma hora e no final de julho saiu do ar. No dia 5 de agosto de 2016 retornou à Cultura FM, após mais de quatro anos, e atualmente vai ao ar todas as sextas-feiras, das 21h às 23h.

Concebido pelos jornalistas Carlos Marcelo e Marcos Pinheiro, que comandaram o programa por cinco anos (1991 a 1996), passou a ser produzido e apresentado por Marcos Pinheiro e pelo também jornalista Abelardo Mendes Jr. (+ diversos colaboradores), de fevereiro de 2003 a maio de 2012. Na versão Transamérica FM – e agora de volta à Cultura FM – tem coordenação, produção e apresentação de Marcos Pinheiro, com assistência de produção/redes sociais e colaborações de Octávio Schwenck Amorelli (Lado C) e Nina Puglia (Qual é a Boa?), além das presenças mensais e/ou quinzenais dos antigos/novos colaboradores/parceiros Abelardo Mendes Jr. (Ideia Nova), Bernardo Scartezini (Honky Tonk), Bruna Sensêve (Brasília Connection), Djalma Phú (Sabotagem), Lyanna Soares (Cine Cult) e Welbert Rabelo (Metal Attack).

Sua proposta, como sempre, é tocar o rock de todos os tempos em variados estilos. Daí, seu slogan “Rock e pop sem discriminação”, onde pode-se ouvir, ao longo dos programas, do rockabilly ao death metal, passando pelo progressivo, psicodélico, glitter rock, hard rock, heavy metal, punk, gótico, garage bands, grunge, o rock alternativo ou, simplesmente, o pop. O programa abre espaço eventualmente para artistas/bandas do blues, soul/funk, rap e música eletrônica.

Durante sua primeira veiculação pela Cultura FM, o Cult 22 foi ao ar sempre no mesmo dia e horário: sexta-feira, às 22h, com quadros diversos, informações, promoções, entrevistas, agenda de shows pela cidade e muito mais. Após 14 anos e meio com duas horas de duração, o programa passou a ter três horas em abril de 2006, permanecendo assim até maio de 2012. Pela Transamérica FM, teve uma e duas horas de duração, inicialmente às terças-feiras e, depois às sextas. De volta à Cultura FM, passou novamente a ter duas horas fixas, todas as sextas, das 21h às 23h.

De outubro de 2013 a maio de 2014 também foi veiculada uma versão do Cult 22 exclusivamente para a web, uma série de 48 programas com entrevistas e coberturas de eventos. Com apenas 26 minutos de duração e gravado no Estúdio Madrugada (112 Norte) – com o apoio do FAC (Fundo de Apoio à Cultura) e Red Empreendimentos Culturais e parceria com as produtoras Tauá e Roxxine -, o programa/podcast foi disponibilizado todas as segundas e quintas-feiras aqui no site, na fanpage facebook.com/cult22 e pelo twitter.com/cult22, com produção e apresentação de Marcos Pinheiro, eventuais reportagens de Octávio Schwenck Amorelli, Nina Puglia e Eli Moura e trabalhos técnicos de Felipe Mendes e de André Gomes.

Fatos e curiosidades sobre o programa

Cult 22 - 2011» Cult 22 é um nome que mistura o termo “cult” (de cultuado, conhecido por um grupo restrito e está fora da grande mídia) com o 22 (hora em que o programa começava na Cultura FM). Pode ser também uma brincadeira com a arma Colt, de calibre 22;

» O Cult 22 começou a ser idealizado ao final do Rock in Rio 2, em janeiro de 1991. Na época, Carlos Marcelo e Marcos Pinheiro trabalhavam juntos na produção de um programa esportivo, jornalístico e musical na Rádio Cultura FM, chamado FM Esporte. Pouco depois, Carlos Marcelo começou também a colaborar em outro programa da emissora, o Ideia Nova, voltado para os lançamentos do rock, que produziu e apresentou até dezembro de 2000 (com interrupção entre agosto de 1997 e março de 1999). Em março de 2001, o Ideia Nova virou um quadro do Cult 22;

» A ideia do Cult 22 se fortaleceu a partir de uma reportagem publicada pela revista Bizz, em julho de 1991, que mostrava Joey Ramone, dos Ramones, apresentando um programa na Rádio Brasil 2000 FM, de São Paulo, após um show do grupo naquela cidade. Durante quatro horas e meia (!!!), sob a supervisão dos jornalistas André Forastieri e André Barcinski, o vocalista passeou pelos rock dos anos 1960 ao início dos 1990, tocando as suas canções e bandas prediletas. Por que não fazer o mesmo em uma rádio em Brasília? Depois da elaboração e da aprovação do projeto, o Cult 22 (que chegou a ter o nome provisório e pouco original de Rádio Pirata) estrearia, inicialmente em meados de setembro. Mas, por decisão dos produtores, a estreia foi marcada para o final de setembro. Em seguida, um novo adiamento: era melhor começar o programa no início de um novo mês. Data confirmada: 4 de outubro de 1991;

» O soar do relógio de Time, do Pink Floyd, presente na vinheta de abertura desde sempre, virou marca registrada do programa e permanece até hoje, assim como a música que abre e fecha cada edição: Brassneck, do The Wedding Present;

» Previsto inicialmente para durar duas horas, o Cult 22 bateu o recorde de permanência no ar no dia 2 de outubro de 1992, no especial de primeiro aniversário: 4 horas e 40 minutos!!! Este programa teria, excepcionalmente, quatro horas…

» Os primeiros programas tiveram caráter quase que didático. Assim, eram apresentados em blocos temáticos, selecionando bandas/artistas importantes de cada gênero em todos os tempos. Como não poderia deixar de ser, a música que abriu o primeiro Cult 22 foi Rock Around the Clock, de Bill Halley and His Comets;

» Se o programa feito por Joey Ramone na Brasil 2000 FM acabou sendo a principal fonte de inspiração do Cult 22, ninguém melhor do que o vocalista dos Ramones para ser o personagem da primeira entrevista internacional do programa. O bate-papo, por telefone, foi ao ar no dia 25 de setembro de 1992. O grupo estava novamente no Brasil e, de São Paulo, Joey falou sobre o então novo álbum Mondo Bizarro, sobre os fãs no Brasil, o nosso país, o futuro dos Ramones e o momento do rock and roll (com o sucesso do Guns N’Roses). A entrevista seria reprisada – de forma editada – em 18 de maio de 2001, por ocasião da morte de Joey;

» Embora sejam pouco radiofônicas, pela falta do recurso da legenda, as entrevistas internacionais continuaram no programa. Entre as atrações, Steve Shelley (Sonic Youth), Mark Sandman (Morphine), Bruce Dickinson (Iron Maiden, na época em carreira solo), Steve Harris (Iron Maiden), Chrissie Hynde (The Pretenders), Ian McCulloch (Echo and the Bunnymen), Tim Ripper Owens (ex-Judas Priest) e Eagles of Death Metal foram algumas delas;

» O Cult 22 já entrou ao vivo em shows locais e nacionais, com informações sobre o evento e entrevistas com os artistas. Entre os momentos mais marcantes, estão o Hollywood Rock de janeiro de 1993 (São Paulo e Rio), quando o programa conversou com Jennifer Finch e Dee Plakas (L7), Krist Novoselic e Dave Ghrol (Nirvana). E o Hollywood Rock de janeiro de 1996 (também São Paulo e Rio), com entrevistas de Billy Corgan (Smashing Pumpkins), Chris Robinson (The Black Crowes) e Eddie “King” Roeser (Urge Overkill);

» Em agosto de 1994, o momento máximo em flashes: Carlos Marcelo, em cobertura especial para o Correio Braziliense, aproveitou a oportunidade para trazer ao Cult 22, por duas semanas seguidas, informações sobre o festival itinerante Lollapallooza e os 25 anos de Woodstock. Tudo isso ao vivo de Nova York! Ele pode presenciar – e passar aos ouvintes do programa – o surgimento do Green Day;

» Como não poderia deixar de ser, o pop/rock nacional também já esteve batendo um papo com o Cult 22: Dado Villa-Lobos (Legião Urbana), Herbert Viana (Paralamas do Sucesso), Roberto Frejat e Guto Goffi (Barão Vermelho), Nando Reis, Marcelo Fromer, Paulo Miklos, Branco Mello e Charles Gavin (Titãs), Paulo Ricardo (RPM), André X e Phillipe Seabra (Plebe Rude), Dinho, Flávio e Fê Lemos (Capital Inicial), Nasi e Edgar Scandurra (Ira!), Fábio Golfetti (Violeta de Outono), Marcelo Nova (Camisa de Vênus), Edu K (DeFalla), Rita Lee, Cássia Eller, Pato Fu, Chico Science, João Gordo (Ratos de Porão), Rédson (Cólera), Clemente (Inocentes), Andreas Kisser e Igor Cavalera (Sepultura), Viper, Marcelo D2 (Planet Hemp), Fred 04 (Mundo Livre S/A), Tequila Baby (RS), Acabou La Tequila (RJ), Concreteness (SP), Pin Ups (SP), Lucrezia Borgia (SP), No Class (SP), Resist Control (PR), Dorsal Atlântica (RJ), The Mist (MG), Autoramas (RJ), Matanza (RJ), Cachorro Grande (RS), Bidê ou Balde (RS), Leela (RJ), Dance of Days (SP), Maldita (RJ), Cascadura (BA), Charme Chulo (PR) e muitos mais! O único que o programa sempre quis e nunca conseguiu entrevistar foi Renato Russo;

»  Antes de sair de Brasília com os Raimundos, o baterista Fred Mello por várias vezes deu assistência ao programa, atendendo as promoções por telefone. Com o tempo e o início da fama do grupo, os próprios apresentadores começaram a divulgar isto no ar – choveram telefonemas!

» Aliás, os Raimundos são um “orgulho da casa”. Afinal, o Cult 22 foi o primeiro programa a tocar a fita-demo do quarteto, em dezembro de 1992, quando Rodolfo, Digão, Canisso e Fred estavam voltando a se apresentar. Foi a primeira de uma série de entrevistas que o grupo deu ao programa;

» Além dos Raimundos, o Cult 22 ajudou a revelar, através de veiculação das músicas, entrevistas e/ou divulgação de shows, diversas outras bandas da cidade da geração 1990/2000: Little Quail and the Mad Birds, Pravda, Oz, Low Dream, Restless, Dungeon, Maskavo Roots, Os Cabeloduro, D.F.C., P.U.S., Câmbio Negro, Rumbora, Sem Destino, Divine, Abhorrent, Slug, Prot(o), Bois de Gerião, Sentupé, Phonopop, Gramofocas, Sapatos Bicolores, Móveis Coloniais de Acaju, Capotones, Lucy and the Popsonics, Lafusa, Superquadra, etc. Alguns destes grupos foram reunidos em produtos lançados para comemorar aniversários do programa: em outubro de 1993, na fita Cult Cover Demo; em outubro de 1995, no CD acústico Unculted; em outubro de 1997, no CD Cult 22; e em dezembro de 2006, no CD virtual Tributo ao Rock Brasília (ler mais sobre o assunto no link Coletâneas em mp3);

» Nos dois primeiros meses de existência, o programa chegou a contar brevemente com a repórter da Cultura FM, Kakau Teixeira, que participava trazendo notas de shows e festas. Depois, a agenda cultural passou a ser comandada pela própria dupla de apresentadores;

» Ainda no início, o Cult 22, para manter o espírito de dobradinha, teve outros apresentadores eventuais, como os locutores Tenisson Ottoni e Nelson Aguiar e o então estagiário da emissora, Carlos Alexandre, então baixista do Pravda e atualmente editor do Correio Braziliense;

» Quem também participou do Cult 22 foi Alex Podrão, veterano roqueiro das bandas Detrito Federal e B.S.B-H. Em abril de 1994, ele assumiu a apresentação e produção do quadro Sessão Maldita, que antes era uma espécie de fechamento do programa, após a meia-noite, como uma sequência pirata normalmente de 15 minutos de duração. Com Podrão, o quadro assumiu um caráter mais underground, com muito metal, punk e hardcore, em meia hora. Depois de três meses, o então quadro se transformou em um programa independente, o Underground Ways, que durou pouco tempo. Depois disso, a Sessão Maldita nunca mais voltou. Podrão virou novamente colaborador do programa em agosto 2007, produzindo e apresentando o bloco Rock Brasil S/A até dezembro de 2008;

» No dia 23 de setembro de 1994, um fato inusitado transformou o Cult 22 em uma “rádio pirata”. O programa começou normalmente e, assim que entrou a primeira música, a Cultura FM teve uma queda de energia e saiu do ar. Enquanto os técnicos tentavam resolver o problema, o disco de Leonard Cohen que abria o programa ficou rolando até o restabelecimento do sinal. Inicialmente, os ouvintes ligaram para saber o que tinha acontecido. Passados uns 30 minutos, ainda sem sinal de áudio, novos telefonemas – desta vez reclamando porque o programa não tocava outra coisa, só aquele disco. Curiosamente, percebeu-se que a emissora continuava transmitindo, em sinal mono, somente para alguns pontos do Distrito Federal. Os apresentadores voltaram ao ar explicando o problema e perceberam onde estava chegando o sinal. O programa seguiu, em caráter experimental, até mais de meia-noite;

» 4 de outubro de 1996 transformou-se em uma data histórica. No especial que comemorou os 5 anos do programa, Carlos Marcelo e Marcos Pinheiro se despediram da apresentação já que suas atividades profissionais impediam que os dois continuassem a estar ao vivo, todas as sextas-feiras, das 22h às 0h. A partir da semana seguinte, o comando passou para Ricardo Nunes, locutor da Cultura FM e antigo colaborador. Ironicamente, com a morte de Renato Russo em 11 de outubro, a velha dupla acabou apresentando uma parte do programa. Nos cinco meses seguintes, Marcos Pinheiro continuaria na produção, com eventuais “aparições” como apresentador, até sua volta definitiva. Carlos Marcelo só voltaria para participar do programa de sexto aniversário, em 3 de outubro de 1997. Desde então, passou a ser um colaborador eventual;

» No mesmo programa de 11 de outubro, o Cult 22 estreou um novo quadro, com produtor e apresentador próprios – o Cult Brasil sob o comando de Victor Ribeiro, antigo “batalhador” do rock em Brasília. A partir de novembro, pintou mais um apresentador: Lelo Nirvana;

» Em 14 de março de 1997, o Cult 22 voltou parcialmente ao que era antes: Marcos Pinheiro retomou a apresentação do programa, com Victor Ribeiro no Cult Brasil. Ricardo Nunes continuou como locutor da emissora, mas não mais no programa. Lelo Nirvana saiu para cuidar de sua banda, o Rarabichuebas, hoje já extinta;

» No dia 21 de março de 1997, entrou no ar a primeira versão do site Cult 22, fruto de uma parceria com a empresa Pangéia Informática. Em outubro de 1999, Rodrigo Ribeiro assumiu a parte de webdesigner, modificando profundamente o formato do site e introduzindo novos elementos de conteúdo;

» Rodrigo Ribeiro foi colaborador do Cult 22 de junho de 1998 a maio de 2002. Webdesigner e criador dos sites rockdemo.com e do fã-clube oficial do Raimundos na Internet, inicialmente ele se manteve apenas como assistente de produção, atendendo as promoções pelo telefone (“cargo” antes ocupado por Zé Pedro Gollo e Ector “Homem-Palco” Rodrigues), mas com eventuais participações como produtor e/ou apresentador do Cult Brasil (na ausência de Victor Ribeiro). De outubro de 1999 a maio de 2002 foi o webdesigner do site Cult 22. De maio de 2001 a maio de 2002, produziu e apresentou uma variação do quadro Cult Pirata, tocando raridades e curiosidades pescadas na Internet;

» No início de 2000 pintou um novo colaborador: o jornalista Bernardo Scartezini, do Correio Braziliense, que passou a eventualmente auxiliar Marcos Pinheiro na produção;

» Em dezembro de 2000 Victor Ribeiro deixou o programa para se dedicar a atividades fora do rock and roll, mas sem se desligar da área cultural. Em 2006, ele voltou ao Cult 22 para produzir e apresentar o quadro Trocando a Língua até o início de 2007. O bloco ainda continua no programa;

» Em março de 2001, para começar a celebrar a décima temporada no ar, o Cult 22 ganhou mais colaboradores: o jornalista gaúcho Fernando Rosa (que já participara antes eventualmente) passou a produzir e apresentar o quadro Senhor F, com raridades, curiosidades e novidades do rock nacional e internacional. O produtor e músico Djalma Maia, o Phú (ex-baixista do DFC, hoje no Macakongs 2099 e proprietário do selo Silvia Music) assumiu a produção e apresentação do quadro Sabotagem, dedicado ao metal e hardcore underground;

» Carlos Marcelo (que desde 11 de outubro de 1996 só participara do programa eventualmente) voltou, também em março de 2001, para produzir e apresentar, ao lado do também jornalista Abelardo Mendes Jr., o Ideia Nova, que se tornou um quadro do Cult 22 para tocar os lançamentos do indie rock. Logo, o quadro ficou somente sob a responsabilidade de Abelardo;

» Em junho de 2002, Rodrigo Ribeiro se mudou para São Paulo e deixou o website do programa um pouco órfão. Mas, em fevereiro de 2003, Abelardo Mendes Jr. assumiu, ao lado de Marcos Pinheiro, a produção e apresentação do Cult 22. De quebra, passou a ser responsável por uma nova reformulação do site;

» Por causa do horário eleitoral gratuito – e atendendo a uma determinação da direção da Cultura FM -, o Cult 22 foi ao ar gravado no período de 2 de agosto a 25 de outubro de 2002. Com isso, quadros como Caixa Preta e Desafio Cult foram suspensos. Acabaram retornando somente em fevereiro de 2003;

» Em fevereiro de 2003, o Cult 22 ganhou uma lista de discussões na Internet com o objetivo de fomentar a cena local através do debate de ideias, divulgação de shows/festas e até mesmo os pedidos de músicas para a seção Cult Ouvinte. O espaço permaneceu por alguns anos no site;

» Ainda em fevereiro de 2003, o programa passou, pela primeira vez na história, a ter uma presença feminina constante: Bianca Monteiro assumiu a produção e apresentação quinzenal do quadro Cult Brasil. A novidade durou até 1º de agosto do mesmo ano, quando ela saiu;

» No dia 25 de abril de 2003, entrou no ar o novo site do Cult 22, com domínio próprio (www.cult22.com), desenvolvido por Abelardo Mendes Jr. e Paul Hodel;

» No dia 13 de fevereiro de 2004, o Cult 22 ganhou um novo colaborador: Welbert Rabelo, responsável pela coluna Metal Brasil do site SuaTurma.com. Ele passou a produzir e apresentar o quadro Metal Attack, dedicado exclusivamente ao metal em variadas vertentes;

» No dia 17 de setembro de 2004, praticamente 10 anos depois do Cult 22 ter sido transmitido como uma rádio pirata (ver nota acima), o programa deixou de ir ao ar por falta de energia nos transmissores da Rádio Cultura FM. Ao contrário do inusitado em 1994, porém, o sinal da emissora não voltou dessa vez e a edição teve que ser completamente abortada;

» No dia 8 de outubro de 2004, o programa também não foi ao ar na íntegra novamente por falta de energia nos transmissores da rádio. Lamentável!

» Em novembro de 2005, Fernando Rosa deixou o quadro Senhor F por um motivo nobre: passou a ter seu próprio programa na Rádio Cultura FM, o Senhor F 100,9, veiculado todas as quintas-feiras, das 22h a 0h, até janeiro de 2011;

» Em março de 2006, o Cult 22 ganhou três novos quadros e colaboradores: Cine Cult, com trilhas sonoras roqueiras de novos e antigos filmes, com produção e apresentação de Taís Rocha (que ficou no programa até 2007); Trocando a Língua, com o rock internacional cantado em outras línguas fora do inglês, marcando a volta ao programa de Victor Ribeiro – até 2007; e o Noite Cult, que “invadia” alguns eventos roqueiros da noite de sexta-feira em Brasília, com a presença da repórter Gisela Blanco, ao vivo, pelo telefone;

» A participação de Gisela Blanco, no entanto, durou apenas pouco mais de dois meses no programa devido a razões particulares e profissionais. Sua última participação foi no dia 12 de maio de 2006. No dia 26 de maio, duas semanas depois, quem assumiu o Noite Cult foi Karla Freire, que permaneceu até o final de 2007. Seu sucessor no “cargo” foi o locutor/apresentador Lelo Nirvana, que fez várias participações ao longo de 2008;

» No dia 7 de abril de 2006, o Cult 22 ganhou um upgrade de duração e passou a ter três horas, das 22h a 1h, mudando naturalmente seu slogan para “Três horas de rock e pop sem discriminação”;

» No dia 8 de dezembro de 2006, pela terceira vez na história do programa, o Cult 22 não foi ao ar na íntegra novamente por falta de energia nos transmissores da Rádio Cultura FM;

» No dia 23 de fevereiro de 2007, a equipe do Cult 22 decidiu fazer uma homenagem ao 40º aniversário de Marcos Pinheiro. Assim, Victor Ribeiro, Karla Freire, Taís Rocha, Carlos Marcelo, Djalma Phú, Welbert Rabelo e Abelardo Mendes Jr. montaram uma seqüência musical especial, tocando, respectivamente, Pato Fu, Gang of Four, U2, Stone Roses, Raimundos, Def Leppard e The Wedding Present;

» Exatamente um mês depois, no dia 23 de março de 2007, Marcos Pinheiro retribuiu a gentileza e homenageou os 31 anos de Abelardo Mendes Jr. Dessa vez, Djalma Phú, Taís Rocha, o próprio Marcos Pinheiro, Karla Freire, Welbert Rabelo e Hane Libânio (cunhada de Abelardo) montaram uma seqüência com Anal Cunt, Coldplay, Belle and Sebastian, Morrissey, Elvis Presley e Twisted Sister;

» Em 9 de março de 2007, dando início oficialmente à 16ª temporada, o Cult 22 estreou um novo quadro, o Equação Derivada, que toca uma determinada banda ou artista e suas influências;

» No dia 27 de abril de 2007, o Cult 22 entrevistou o “reverendo” Fábio Massari, que estava em Brasília lançando uma coletânea com textos sobre Frank Zappa. No quadro Sala de Stars, o ex-VJ da MTV teve direito a uma seqüência musical só com “biscoitos finos”;

» No dia 4 de maio de 2007, mais dois convidados importantes participaram do Sala de Stars: os jornalistas André “Pomba” Cagni, editor da revista Dynamite, e Ayrton Mugnaini Jr., curador do Arquivo do Rock Brasileiro;

» Em agosto de 2007, o Cult 22 ganhou outro “novo/velho” colaborador: Alex Podrão voltou ao programa, agora acompanhado pelo produtor Vantuil Pegado, para tocar e falar sobre o rock nacional e suas histórias. A estreia oficial do quadro Rock Brasil S/A aconteceu na edição do dia 24, com direito à entrevista com Magu Cartabranca, da banda Sepultura de Brasília. A novidade durou até dezembro de 2008;

» No dia 31 de agosto de 2007 mais duas entrevistas históricas no programa: Kid Vinil e Lobão. Cada um, claro, com direito a seu bloco musical, no quadro Sala de Stars;

» Outros convidados bacanas participaram do Sala de Stars até o fim de 2007: o fotógrafo, DJ e jornalista carioca Maurício Valladares (21/9); a jornalista paulista Fernanda Cardoso, do programa Trama Virtual (12/10); os músicos Gabriel Thomaz, Érika Martins e Nervoso (19/10) e o DJ paulista Bezzi (2/11);

» No dia 21 de setembro de 2007, Marcos Pinheiro atacou de “pai coruja” e apresentou um bloco com quatro músicas dedicadas ao filho, Victor Pinheiro, que fazia 10 anos no dia seguinte. Na seleção, teve Beatles, Pato Fu, R.E.M. e Led Zeppelin;

» No dia 26 de outubro de 2007, o quadro Metal Attack comemorou 100 edições e Welbert Rabelo montou um super bloco especial, com grandes nomes do estilo, como Motörhead, Megadeth, Judas Priest, Kiss, AC/DC, Ozzy Osbourne e Iron Maiden, entre outros;

» Em outubro de 2008, o site Cult 22 foi mais uma vez reformulado e ganhou um blog, no mesmo endereço www.cult22.com, com textos de Marcos Pinheiro e Abelardo Mendes Jr.;

» Em novembro de 2008, as mulheres “tomaram conta” do Cult 22 com a criação do quadro Ruído Rosa, inicialmente produzido e apresentado por Penny Lane (do site Rock Brasília) e Alê dos Santos (do então blog Drops Cultural). A partir de fevereiro de 2009, o bloco ficou sob a responsabilidade apenas de Penny Lane. Alê assumiu, então, a produção e apresentação do Cult Brasil;

» Em 23 de janeiro de 2009, mais um convidado ilustre no quadro Sala de Stars: o jornalista e blogueiro Lúcio Ribeiro (Popload), que estava em Brasília para tocar na então novata festa Play!;

» Em fevereiro de 2009, os quadros Sabotagem e Metal Attack passaram a ser semanais. Assim, o Cult 22, a partir dessa temporada, contou com a produção e apresentação fixas de Marcos Pinheiro e Abelardo Mendes Jr e as participações semanais de Welbert Rabelo e Djalma Phú e quinzenais de Penny Lane e Alê dos Santos. Mas, com o nascimento do primeiro filho em setembro de 2009, Abelardo aos poucos foi se afastando da apresentação do programa. Com o tempo, passou apenas a produzir e apresentar o quadro Ideia Nova;

» Em 12 de dezembro de 2009, também como convidada do Sala de Stars, Soninha Francine, jornalista, apresentadora e ex-VJ da MTV, deu longa entrevista ao vivo onde falou sobre música, futebol e política – talvez um dos papos mais bacanas que o programa já tenha feito;

» Em abril de 2010, o Cult 22 ganhou mais um reforço feminino: a jornalista Bruna Sensêve entrou para dar nova cara ao quadro Brasília Connection. A cada participação, ela passou a contar a história (e tocar as músicas) de uma banda de rock local, numa sequência cronológica que veio do final dos anos 1960/início dos 1970;

» Em janeiro de 2011, o Cult 22 virou um bar temático: o Cult 22 Rock Bar, que funcionou no Centro de Atividades 7 (Lago Norte) até março de 2013, sempre com shows e festas, sob a direção de Marcos Pinheiro, Penny Lane e outros sócios. Nesse período de dois anos e pouco, 473 bandas e 121 DJs diferentes (!!) tocaram no local;

» Em 4 de outubro de 2011, no dia em que o Cult 22 completou 20 anos de existência, o programa foi homenageado pela Câmara Legislativa do DF. E o jornalista Marcos Pinheiro recebeu do deputado Prof. Israel Batista o título de Cidadão Honorário de Brasília;

» A partir de 28 de outubro de 2011, atendendo a uma determinação da nova direção da Cultura FM, o Cult 22 passou a ir ao ar sempre gravado, o que prejudicou sensivelmente a trajetória do programa desde então. Os colaboradores tinham dificuldades em participar, já que os horários de gravação coincidiam com os de trabalho e/ou outros compromissos particulares.

» Em dezembro de 2011, para não perder o pique das comemorações dos 20 anos, o Cult 22 realizou um grande festival em seu bar ao longo do mês reunindo um total de 40 bandas em 13 noites;

» A partir de janeiro de 2012, devido às dificuldades em contar com sua equipe de colaboradores, o Cult 22 passou a ser produzido e apresentado somente por Marcos Pinheiro, com longos blocos geralmente temáticos;

» Como se não bastasse ter sido obrigado a mudar o formato e conteúdo pela imposição em ser gravado e a consequente ausência dos colaboradores, o Cult 22 não foi veiculado seis vezes em pouco mais de seis meses devido a problemas técnicos constantes na emissora. Dessa forma, decidiu-se por deixar a rádio. Assim, em 11 de maio de 2012, o Cult 22 foi ao ar pela última vez na Cultura FM, encerrando uma longa história de 20 anos e sete meses;

» Fora do ar na rádio, o Cult 22 foi para a TV. Em parceria com a produtora Esquina Música e Cultura, surgiu o Cult 22 Rock Show, programa gravado a partir do Cult 22 Rock Bar, com entrevistas, coberturas de shows e videoclipes. Foi veiculado semanalmente, de junho a outubro de 2012, pela UnB TV (canal 6 da NET) e pelas redes sociais. Em agosto de 2013, a equipe do Cult 22 Rock Show foi a responsável pela cobertura oficial do PDR Festival;

» Em 1º de outubro de 2013, após 17 meses de “recesso sabático”, o Cult 22 voltou ao ar, agora pela Transamérica FM (100,1 MHz), em novo dia e horário: todas as terças-feiras, das 21h às 22h. Com produção e apresentação de Marcos Pinheiro, comentários de Octavio Schwenck Amorelli e assistência de produção de Nina Puglia e André Gomes;

» Em 5 de outubro de 2013 foi realizada, em parceria com a produtora Homem da Marreta, a Oktober RockFest, grande festa no clube Acadêmicos da Asa Norte que comemorou os 22 anos do Cult 22 e reuniu 20 DJs + 2 bandas (Os Dinamites e Rock and Roll Circus);

» Em 7 de outubro de 2013 entrou no ar a mais nova versão do blog/site Cult 22, desenvolvido pelo designer Marcello Azevedo em parceria com Abelardo Mendes Jr.;

» A partir de dezembro de 2013, os antigos colaboradores foram voltando ao programa na versão Transamérica: Abelardo Mendes Jr. (Ideia Nova), Bruna Sensêve (Brasília Connection), Djalma Phú (Sabotagem) e Welbert Rabelo (Metal Attack). A jornalista Alê dos Santos (Cult Brasil) também participou de duas edições antes de se mudar para São Paulo. Outros também participaram, como Carlos Marcelo e Bernardo Scartezini.

» Além do programa no dial, o Cult 22 ganhou uma versão web que foi disponibilizada de outubro de 2013 a maio de 2014, sempre às segundas e quintas-feiras, aqui no site, na fanpage facebook.com/cult22 e pelo twitter.com/cult22. Uma série de 48 programas, com apenas 26 minutos de duração, gravado no Estúdio Madrugada (112 Norte) – com o apoio do FAC (Fundo de Apoio à Cultura) e da Red Empreendimentos Culturais em parceria com as produtoras Tauá e Roxxine. O programa/podcast foi voltado para entrevistas e coberturas e eventos, com produção e apresentação de Marcos Pinheiro, eventuais reportagens de Octávio Schwenck Amorelli, Nina Puglia e Eli Moura e trabalhos técnicos de Felipe Mendes e André Gomes.

» A partir de junho de 2014, o Cult 22 Transamérica passa a ser veiculado nas noites de sexta-feira – como nos velhos tempos da Cultura FM -, mantendo o novo horário da atual emissora, das 21h às 22h.

» Em janeiro de 2015, Bernardo Scartezini passou a ser outro colaborador fixo mensal do Cult 22 Transamérica, estreando em 6 de fevereiro o novo quadro Honky Tonk.

» Em julho de 2015, o Cult 22 Transamérica exibiu uma série de cinco programas, com duas horas cada, contando a história do rock. Cada edição foi dedicada a uma década (1950/1960, 1970, 1980, 1990 e 2000/2010) com curadoria de toda a equipe do programa e foram tocados um total 105 bandas/artistas de todas as épocas.

» Em agosto de 2015, após a experiência bem sucedida no mês anterior, o Cult 22 Transamérica passou a ter efetivamente duas horas de duração, sendo exibido todas as sextas-feiras, das 21h às 23h.

» Em setembro de 2015 a fotógrafa Lyanna Soares, que registra as coberturas de eventos do blog Cult 22 desde 2014, passou a fazer parte também do programa Cult 22 Transamérica como produtora e apresentadora do quadro Cine Cult.

» Em 15 de janeiro de 2016 o Cult 22 Transamérica exibiu um programa totalmente dedicado à memória de David Bowie, que morrera quatro dias antes.

» Em junho de 2016, atendendo a uma determinação da direção da emissora, o Cult 22 Transamérica foi novamente reduzido a uma hora de duração, das 21h às 22h.

» No dia 29 de julho de 2016, após dois anos e 10 meses no ar, o Cult 22 se despediu da Transamérica FM.

» No dia 5 de agosto de 2016, após mais de quatro anos fora, o Cult 22 retornou à Cultura FM (100,9MHz) mantendo o horário que vinha rolando na Transamérica: todas as sextas-feiras, das 21h às 23h.