Maskavo Roots mata saudades

Em meio ao "saudosismo" que tomou conta da segunda noite do Porão do Rock 2009, domingo passado (20/9), na Esplanada dos Ministérios, Luciano Branco, ativo participante da lista de discussões do Cult 22 e um dos criadores do site PorãoWeb escreveu este texto bem bacana sobre o show do Maskavo Roots, que aconteceu logo após a catártica apresentação dos remanescentes da Legião Urbana. Pedimos licença a ele pra publicar aqui...

Maskavo Roots ao vivo 1
Texto: Luciano Branco (PorãoWeb)
Foto: Patrick Grosner (Porão do Rock)

Existiu uma safra de bandas de Brasília que não foram beneficiadas com o Porão do Rock. Ao contrário de outros festivais, que tiveram em suas edições nomes emergentes de suas localidades, isso nos idos de 1993 até 1997, o Porão do Rock, mesmo no alto das suas 12 edições, começou “tardiamente” em 1998. Assim, uma leva de bandas importantes da cidade perderam toda estrutura (inédita para shows por aqui) e divulgação proporcionadas pelo festival. Muitas delas já não estavam em suas formações originais após a criação do mesmo.

A edição 2009 do Porão trouxe ao palco dois dos mais importantes grupos brasilienses – Maskavo Roots e Little Quail And The Mad Birds. E não foi a toa que ambos fizeram shows antológicos, considerados por muitos os melhores momentos deste festival. Uma apresentação menos festejada, mas que impressionou a muitos, foi a do Maskavo Roots. Travestidos de M. Roots por questões contratuais, a banda subiu ao palco com sua formação clássica (Joana Lewis, Marcelo Vourakis, Marrara, Pinduca, Prata, Quim e Txotxa) e tocou, quase que na íntegra, músicas do clássico e homônimo álbum de estréia (1995) pelo finado selo Banguela Records (Warner). E também canções do pouco conhecido EP independente Melodia que eu conheço (1997), algumas delas regravadas no segundo CD, Se não güenta por que veio? (Chaos/Sony, 1998).

Os nostálgicos puderam reviver, através de canções como Besta Mole, Chá Preto, Far Way, Tempestade, Escotilha e 45, entre outras, momentos inesquecíveis de uma época em que Brasília exalava boa música em quase todos os gêneros. Já os que não conheciam a banda - ou melhor, os que conheciam apenas aquele híbrido de "reggae-bunda-mole-universitário" com "forró-pop" que virou o Maskavo (do único integrante da formação original Prata) -, se espantaram com o ska rock que outrora eles faziam.

No palco, além da beleza do momento de ver uma banda histórica para Brasília, foi interessante ver integrantes que depois tomaram outros rumos musicais. O guitarrista Pinduca foi o mais bem sucedido musicalmente: a frente do Prot(o) fez dois discos clássicos, sendo o primeiro "top 10" em muitas listas de rock independente. O vocalista Marcelo “Salsicha” Vourakis lidou com bandas mais nervosas, teve uma passagem pelo Cabeloduro e acabou na Supergalo (um refugo de ex-integrantes do Rumbora e do Raimundos), desperdiçando assim todo seu elogiado talento vocal. O guitarrista Prata e o tecladista Quim pelejaram com o Maskavo até o segundo deixar a banda. A vocalista Joana Lewis vem seguindo carreira solo no Rio de Janeiro cantando MPB e samba. O baterista Txotxa, após tocar por algumas bandas e projetos da cidade, segue firme nos últimos anos na renovada Plebe Rude. E o baixista Marrara há muito não escutávamos falar.

No final da excelente apresentação, depois daquela euforia nostálgica, o que nos restou foi torcer por dia melhores para a atual música de Brasília.

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11 comentários para “Maskavo Roots mata saudades”


  • naosei, 26 de setembro de 2009
    Câmbio Negro...


  • Leocádia Joana, 27 de setembro de 2009
    O show foi SEN-SA-CIO-NAL!!!!!!


  • george, 27 de setembro de 2009
    show do Maskavo Roots com Marcelo foi foda!!!! muito bom!!!


  • the beat, 27 de setembro de 2009
    taí. este eu queria ter visto. for old times sake.


  • Rogerio Brasilia, 27 de setembro de 2009
    Foi a apresetnação mais visceral do Porão do rock sem dúvida. Você via no rosto e no sorriso alegria de estar lá. Como diria alguns, foi o estilo de show do tipo, último show da vida, vamos fazer o melhor. Conhecia os cl´ssicos pela rádio cultura dos anos 90 e quando eu os vi domingo passado meus olhos brilharam tanto quanto a apresentação deles. Que o diga a garota que estava ao meu lado que cantou e vibrou como se ali não tivesse terminado o show da legião. Me contagiei junto, rs. Talvez como o Natiruts, o M. Roots merecesse um retorno com novo nome e a mesma vibração que demonstraram no palco.


  • Luis, 30 de setembro de 2009
    Essa banda é um lixo.


  • Therje, 30 de setembro de 2009
    Uma das melhores e a mais competente banda que Brasília já teve. Shows antológicos como foi o da Asbac um certo tempo atrás. Coisa linda!!!


  • Schincariol, 30 de setembro de 2009
    pior parte do porao do rock


  • Therje, 30 de setembro de 2009
    A pior parte, foi a sua presença Schincariol "merchã de graça".


  • Leocádia Joana, 1 de outubro de 2009
    Concordo com o Rogério Brasília e taambém com Therje. Adoooooro o Carlos Pinduca porque ele toca igualzinho o meu Blur preferido - Gharam Coxxon: mirando o chão!!!!!


  • Therje, 2 de outubro de 2009
    KKKKKKK... Boa Joana! Sempre mirando o chão! Mas é um bom rapaz...hihihihihi...abs pro pessoal.

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