Fotos: Cristiano Porfírio (Na Rota do Rock)
O Festival Cerrado Virtual, que rolou na última sexta e sábado (27 e 28 de novembro), no elevado do Mané Garrincha, reuniu em torno de 12 mil pessoas nos dois dias. O público, minguado nas primeiras horas do evento, cresceu assustadoramente no momento dos shows das atrações principais - ou sejam, Raimundos e O Rappa (na sexta), Jah Live e Marcelo D2 (no sábado).
Um dos pontos altos foi a homenagem ao produtor e músico Tom Capone, revelado em Brasília nos anos 1980, mas que se consagrou nacionalmente na década seguinte já morando no Rio de Janeiro. Ele trabalhou com artistas e bandas diversas como O Rappa, Maria Rita, Skank, Raimundos, Detonautas, Legião Urbana, Milton Nascimento, Natiruts, Penélope e Little Quail & the Mad Birds, entre vários outros. E morreu quando saía da cerimônia de entrega do Grammy Latino, em setembro de 2004, num acidente de moto pelas ruas de Los Angeles (EUA).
Por volta das 23h30 de sexta-feira, a homenagem do festival começou com a exibição de um belo vídeo com imagens de Tom em estúdio ora trabalhando, ora tocando e se divertindo. Além de depoimentos antigos de nomes como Marcelo Falcão (O Rappa), Rodolfo (Raimundos), Milton Nascimento e Maria Rita, entre outros, falando dele ainda em vida. Na sequência, o Peter Perfeito (banda brasiliense da qual Capone foi guitarrista e produtor) subiu ao palco após 11 anos sem se apresentar. Fez uma apresentação curta, com apenas cinco músicas, e deu lugar ao Raimundos, que recheou o set com participações especiais: o antigo baterista Fred Castro tocou em Mulher de fases e Puteiro em João Pessoa; Tico Santa Cruz (foto de cima) cantou Eu quero ver o Oco, duas do repertório do Detonautas e se empolgou, ficando até o fim. Nos bastidores, Tico confirmou que fará mesmo uma série de shows com a banda brasiliense no início de 2010 dividindo os vocais com o guitarrista Digão (foto debaixo). "Tenho que ensaiar mais com eles, fico ainda inseguro", confessou. O longo show do quarteto e convidados ainda contou com a presença de Érika Martins em A mais pedida (é dela a voz feminina da gravação original) e Namorinho de portão, música de Tom Zé regravada por sua ex-banda, Penélope.
No intervalo, por volta da 1h30, enquanto o grupo Tropa de Elite tocava no outro palco, muita emoção na lotada entrevista coletiva que juntou todos os integrantes de O Rappa e Raimundos mais Tico, Érika, o produtor Carlos Eduardo Miranda ("amigo-quase-irmão" de Tom Capone), a mulher de Tom, Constança Scofield (também ex-Penélope), e a irmã e produtora Alê Capone. Não faltaram elogios e boas lembranças sobre o talento, criatividade e espírito fraterno e quase juvenil do falecido amigo e parceiro. "Existem produtores que são mais músicos. Outros que são mais técnicos. Outros, mais virtuosos. O Tom era um pouco disso tudo", resumiu o gaúcho Miranda. O tributo se encerrou com uma concorrida e longa apresentação de O Rappa, também precedida pelo vídeo-homenagem.
Rodrigo, 1 de dezembro de 2009
Se o Dinho tivesse morrido(que peninha!)iam inventar um show no mesmo molde desse.
Raxid, 1 de dezembro de 2009
Fico triste de saber que brasília anda assim musicalmente, lendo onde um evento "cresceu assustadoramente no momento dos shows das atrações principais – ou sejam, Raimundos e O Rappa (na sexta), Jah Live e Marcelo D2 (no sábado)." Tanta coisa maneira rolando (novas bandas) mas produção e público tem medo de conhecer coisas novas.
L eocádia Pinto, 2 de dezembro de 2009
Que pena, perdi o Rappa!! É que não tenho mais paciência com os achaques do Digão(nada contra o Tico Santa Cruz)!!!!!
Rodrigo Pinto, 8 de dezembro de 2009
Eventos como este valorizam nossa musica e nao deixa esquecer pessoas que fizeram e representam um importante capitulo da nossa historia...